quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AFRICANIZAÇÃO DO REGIME

O que se está a passar hoje em Portugal é por demais motivo das maiores preocupações.
Há quase 4 anos que este Governo no matraqueia com o discurso das dificuldades herdadas dos dois Governos anteriores.
Que é necessário fazer sacrifícios para os Portugueses poderem aspirar a um futuro melhor.
Há quase 4 anos que se assiste a uma invarável série de medidas penalizadoras, tão somente, para aqueles que vivem do rendimento do trabalho, incluindo nestes os pequenos e médios empresários que são o suporte e o sustento real da economia nacional.
Os sacrifícios e as dificuldades têm sido suportados pela esmagadora maioria dos Portugueses.
Excluem-se aqueles que se governam no actual sistema.
Há uns anos atrás havia um Presidente de um Clube dos 3 grandes que afirmava, o que o tempo lhe veio dar razão, que o mal do futebol nacional era o sistema.
Estendendo a comparação poder-se-á afirmar com toda a propriedade que os sacrifícios e as dificuldades impostas aos Portugueses resultam do funcionamento do actual sistema.

Vejamos porquê.
Quem criou as diiculdades de que resultou, ao que parece só na argumentação, a necessidade de imposição de sacrifícios aos que vivem, directamente, do rendimento do trabalho.
Tudo parece ter sido sacrificado para garantir os lucros repartir entre alguns (poucos) e cada vez menos.
Pois foi este mesmo sistema que gerou lucros para alguns poucos e sacrifícios e dificuldades para quase todos.
E então qual foi a solução encontrada pelo sistema?
Recorrer ao dinheiro da quase totalidade para salvar o sistema.

Tudo isto não é muito parecido, para não dizer igual, ao que se passa na genralidade dos países africanos?

domingo, 2 de novembro de 2008

AS CAMPAINHAS DE ALARME TOCAM COM INTENSIDADE CRESCENTE

Hoje celebra o mundo Católico o dia de Finados também conhecido como dia dos Mortos.
Hoje também foi o dia escolhido pelo Governo para nacinalizar o BPN - Banco Português de Negócios.
Para quem anda minimamente atento à realidade política em que navega este Governo, a decisão hoje tomada em Conselho de Ministros extraordinária não espanta.
Bastará recordar que este ano os que (des)governam este País à beira mar plantado conseguiram impor um homem da sua confiança política à frente do maior banco privado português o Millenium BCP.
O que foi conseguido com este facto ?
O controlo absoluto da CGD - Caixa Geral de Depósitos cujo único accionista é o Estado. Quem controla o Estado ? O Governo. Quem controla o Goveno ? José Sócrates. Quem é José Sócrates o líder que controla o Partido Socialista.
Quem domina a administração do Millenium BCP ? Militantes do Partido Socialista: Santos Ferreira e Armando Vara.
No sector social a única entidade bancária com dimensão é o Montepio. Quem administra o Montepio ? Destacados militantes do Partido Socialista.
Estamos, assim, perante uma situação em que a banca em Portugal está dominada pelo Partido Socialista que tem como controleiro José Sócrates.
Só faltava dominar o BPN - Banco Português de negócios.
Logo após a nomeação da nova administração do Millenium BCP todo o País ficou com a sensação de que era também intenção intervir e dominar o BPN.
Nessa altura não foi possível.
É preciso termos presente que o Presidente do Conselho de Administração do BPN é Miguel Cadilhe.
Quem é Miguel cadilhe ? Um destacado militante do PSD - Partido Social Democrata.´
Era o único Banco não dominado pro militantes socialistas, e por isto mesmo não controlado por José sócrates.
Por esta razão era necessário encontrar argumentos e ocasião para passar a controlar o BPN.
Nada melhor do que mover auditorias sucessivas até encontrar alguma que lhe fornecesse argumentos para de surpresa tomas as medidas necessárias ao controlo do Banco BPN.
Para tal era necessário preparar a opinião pública. Como em tudo o que este Governo tem anunciado. Mas pouco ou mesmo nada realizado.
Foi neste sentido a intervenção de Teixeira dos Santos`quando às 14H00 de hoje anunciou a nacionalização do BPN.
è bom que registemos que Teixeira dos Santos anunciou a inviabilidade da proposta apresentada por Miguel Cadilhe para ultrapassar a crise que o Banco atravessa.
Como não conhecemos a proposta de Miguel cadilhe, técnico da mais elevada reputação, muito maior, ou incomparavelmente maior do que a de Teixeira dos Santos, porque havemos de tomar como decisão certa a tomada por José Sócrates e Teixeira dos Santos ?
Não tendo forma de por meios próprios estudar a proposta de Miguel Cadilhe, nem o Governo a apresentou (limitou-se a negá-la) e tendo em atenção a reputação de Teixeira dos santos e de Miguel cadilhe, e até prova em contrário a proposta de Miguel cadilhe é digna de maior credibilidade.
Sabendo nós o valor da palavra dada por Teixeira dos Santos, maior é o nosso nível de desconfiança pelas boas intenções por este anunciadas para a nacionalização do BPN.
Já não será só a qualidade da democracia que está em perigo, como afirma Manuela Ferreira Leite.
Não será já a própria democracia que está em crise?
Ou estaremos mesmo já a viver numa autêntica democracia?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PREVISIBILIDADE DA ACTUAL CRISE

O actual modelo de desenvolvimento em que assentam as chamadas economias ocidentais só poderia caminhar para uma situação como a actual.
O modelo assenta no abastecimento permanente de recursos financeiros para poder continuar a crescer.
A sustentabilidade deste sistema é, exactamente, a mesma que tinha aquele famoso modelo desenvolvido pela D. Branca. Só que este como estava fora do "sistema" foi considerado ilegal e os seus promotores foram presos. Os prejuízos foram pagos por alguns dos lá colocaram as suas economias.
Esta crise do sistema bancário é em tudo semelhante. Só que esta foi gerada pelo "sistema" e assim já é legal. De onde resulta que os prejuízos éstão a ser pagos pelos contribuintes. E os responsáveis pela crise continuam sentados nas suas cadeiras douradas.
Como alguém um dia disse: privatisa-se o lucro e nacionalizam-se os prejuízos.
Toda a gente sabia que o actual modelo de desenvolvimento iria desembocar, necessariamente, numa situação como a actual, da qual ainda não são previsíveis as consequências totais. Era inevitável chegar a esta situação. E esperemos que por aqui se quede. Mas dificilmente tal acontecerá. É que o actual modelo se não continuara a ser abastecido com muito muito dinheiro vai continuar a crise, com tendência para o agravamento.
Este modelo assente na especulação financeira tinha que originar uma situação como a actual. É que os recursos não crescem indefinidamente.
Alguém se terá esquecida que a economia por definição é a gestão de recursos escassos?
É que os recursos são sempre escassos.
Injectar, como está agora a ser feito, biliões e biliões de dólares e euros nop sistema financeiro mais não é do que um mero paliativo.
Comno o sistema não está a ser alimentado para o vrescimento a crise não só se vai manter como até se irá agravar.
Mas há solução(ões). Há que encontrá-las, modificando o actual modelo de desenvolvimento.
Mas que não se pense que é só aumentado o poder das entidades reguladoras e a legislação que tal vai ser conseguido.
Há mas é que investir na criação de riqueza e não na especulação financeira.
Uma das medidas que se deverá impôr é a não permissão de crédito, às vezes até bonificado, para investir nas bolsas.
O investimento está a ser esmagadoramente utilizado para investimento em bolsa - especulação financeira - sabendo-se de antemão que este tipo de investimento só por si não gera riqueza senão para alguns - os detentores do capital.
O investimento terá que ser redireccionado para a criação de riqueza.

Uma última nota. Os Governos dos países chamados ocidentais recusam, sistematicamente, com o argumento da falta de recursos, a inovação de políticas activas de prevenção da exclusaõ e da marginalidade. É raro assitirmos ao anúncio e à práticas de políticas de inclusão com o argumento da falta de recursos.
Mas agora para alimentar um sistema que é só dominado por grandes senhores do dinheiro já apareceu todo o dinheiro necessário e que o sistema exigiu para manter os níveis de concentração de riqueza.

Não estamos a ir no melhor caminho.
Mas como sempre em política o tempo será o melhor conselheiro.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Será possível querer combater a corrupção promovendo negócios com Angola e a Venezuela?
O que é que a Operação Furacão tem a ver com isro?
Será verdade que os empresários Portugueses têm que pagar luvas a gente desses países para neles poderem investir?
Combate-se a corrupção, promovendo-a?

sábado, 20 de setembro de 2008

ESGOTAMENTO DO ACTUAL MODELO DE DESENVOLVIMENTO

O modelo de desenvolvimento ocidental acenta, fundamentalmente, no investimento financeiro.
Ou seja, o sistema parase manter necessita de ser alimentado e só há uma possibilidade de isso acontecer e que é a entrada contínua e cada vez maior de dinheiro para que o sistema possa sobreviver.
É o mesmo sistema utilizado há uns anos atrás pela D. BRANCA.
Só que um era considerado ilegal porque não era controlado por aqueles que administram e gerem o sistema.
Aqueles que administram, gerem e sacam os benfícios permitem-se até regular o sistema financeiro que é, naturalmente, ganancioso e insaciável.
A crise que está instalada no mundo ocidental e que pelos vistos está para ficar é provocada, precisamente, pela incapacidade de o sistema ser alimentado de uma forma contínua e crescente.
O estoiro que está a acontecer nas economias financeiras não é mais do que o resultado da opção da escolha do modelo de desenvolvimento.
Nada pode ter crescimento contínuo e progressivo. Irá sempre acontecer uma qualquer explosão.
As consequências aí estão.
E quem as sofre são aqueles que na esperança de rentabilizar as suas poupanças depoistam confiança em dela não é digno.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

VOTO DOS EMIGRANTES

O partido detentor da maioria na Assembleia da República prepara-se para alterar a lei que regula a votação dos emigrantes.
No fundo o que ets maioria pretende é acabar com o voto por correspondência. Passará a ser só possível votar presencialmente.
Porque quererá o Partido Socialista alterar a lei em véspera de realização de 4 actos eleitorais ?
E prepara-se para a fazer passar só com os seus votos, já que detém maioria absoluta no Parlamento.

Parece haver uma única razão para o partido da maioria querer alterar a lei. É que desde sempre o Partido que, sistematicamente, ganha as eleições na emigração é p PSD - Partido Social Democrata.
Acontece que as sondagens indiciam uma grande aproximação nas intenções de votos entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata.
E os dirigentes do PS não esqueceram ainda que no último Governo do Eng.º Guterres o PS contava com 115 deputados tantos quantos toda a oposição junta.
Com a expectativa de um empate técnico no resultado final das eleições que decorrerão em 2009, o PS começou a deitar contas à vida e está à procura de todos os votos que, eventualmente, o possam benficiar.
E é, exactamente, aqui que reside a chave do "segredo" que leva a que os dirigentes do PS queiram agora, à pressa, alterar as regras pelas quais sempre este jogo foi conduzido.
Não andará muito longe da realidade a dedução de que nos últimos actos eleitorais o voto presencial dos emigrantes (que foi realizado nos consulados) seja, maioritariamente, no PS.
Só isto justificará a alteração legislativa a que o PS quer procede agora.

Se assim é estamos confrontados com uma situação de utilização das isntituições para defesa de interesses privados.

sábado, 16 de agosto de 2008

O ESTADO DA NAÇÃO

A prestação dos atletas portugueses no Jogos Olímpicos corrsponde, em pleno, ao estado em que se encontra o País.
Portugal está a ser gerido por uma equipa que tem como primeiro-ministro um personagem que obteve um diploma de licenciatura em engenharia civil de uma forma muito mais que duvidosa.
O encerramento determinado pelo Ministro do Ensino Superior criou a convicção generalizada que esse encerramento foi determinado para que não fosse possível apurar com toda a verdade a forma como o personagem José Sócrates obetve o diploma de licenciado em engenheria civil pela Universidade Independente.
Este mesmo personagem, numa viagem oficial, violou uma lei que o próprio aprovou, fumando no avião em que se deslocou à Venezuela.
Este personagem é useiro e veseiro em anunciar rigor e exigência.
Mas para ele tudo parece ser permitido.
Na acção governativa também os anúncios de grandes realizações e de grandes conquistas não deixam de nos entrar por casa adentro todos os dias.
Mas quando queremos comprovar o que nos é anunciado nada conseguimos encontrar.
Ora é aqui que entra a semelhança com a ida de tão grande delegação portguesa aos Jogos Olímpicos de Pequim.
Desde quem vá passear e utilize bilhete de treinador e nós a pagarmos.
Até os atletas que tão grandes expectativas foram criando na opinião pública têm-se revelado enormes desilusões.
Anunciaram muito. Mas as responsabilidades não as querem assumir.
E nós a pagarmos.
Não há dinheiro para o essencial. P.e., para combater a pobreza, mas para pagar bolsas milionárias a quem muito prometeu e nada realizou não tem faltado dinheiro.
Não seria altura de o Governo informar os Portugueses de quanto custou todo o envolvimento de Portugal desde a preparação dos atletas desde há 4 anos até à deslocação a Pequim?
Os Portugueses têm direito a serem informados da forma como é gasto o dinheiro dos seus impostos.
Em Portugal vive-se hoje um estado de permanente promessa mas de nenhuma realização.
Os Portugueses têm direito a serem respeitados.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DEBATE SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO

Portugal está a ser conduzido para uma situação de rotura.
O discurso daquele que ocupa o cargo de 1.º ministro é bem elucidativo do estado em que está a sua nação.
Portugal não se revê em nada do que esse cavalheiro apresentou no seu discurso(?) inicial.
Três notas apenas.
A primeira.
Já chega de culpar a oposição pelo actual Estado da Nação.
Esse cavalheiro que ocupa o cargo de 1º ministro afirma com a maior das desfaçateses que a culpa do actual estado do País´se deve aos governos de 2002/2004. É preciso descaramento e ...
Então esse cavalheiro já esqueceu que ele é um dos principais responsáveis pela situação criada pelo governo Guterres? Ou já se esqueceu que pontificava nesse (des)governo e que agora é que estamos a pagar os erros cometidos entre 1995 e 2002?
Esse (des)governo tev todas e as melhores condições para a tomada de decisões que evitassem situações como a actual.
Esse cavalheiro não pode querer fazer de parvos, os Portugueses. Todos nos lembramos, muito bem, das óptimas condições de que Portugal beneficiou nesse período.
Mas tal como então só se (des)governou com a esperança de ganhar votos.
O resultado está à vista.
Se este cavalheiro contunuar por muito mais tempo podemos, a qualquer momento, vir a ser confrontados com gravíssima convulsão social.
O mal estado generalizado e sentido pelos cidadãos pode ser o pronúncio de algo de muito grave pode vir a acontecer.
Lamentavelmente, esse cavalheiro não tem o mínimo de sensibilidade nem social, nem económica, nem nada.

Segunda nota.
Como pode um cavalheiro como este que está instalado no cargo de 1º ministro falar em rigor e respeito.
Não acha que deve mais respeito e consideração aos Portugueses?
Como pode falar em rigor quem deixou de frequentar o ISEL - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa onde estava matriculado só para obter o canudo que lhe permitisse cjamarem-lhe engenheiro?
Como teve a desfaçatez de afirmar que mudou para a Universidade Indeoendente porque lhe ficava mais próximo?
Então esse cavalheiro quer fazer crer que a distância entre o ISEL e a Independente é assim tanta?
Quem conhece Lisboa sabe que ambos os estabelecimentos de ensino superior são praticamente contíguos.
Por mais que tentasse não conseguiu esconder que obeteve a licenciatura na Independente de forma mais que de duvidosa legalidade e legitimidade.
Qualquer cidadão com o mínimo de pudor e de vergonha recusaria obter a licenciatura da forma como este a obteve.
Mas pior que tudo isto foi ainda ordenar o encerramento da Universidade Independente. Só encerramento da Universidade Independente impediu a continuação das averiguações da forma como obteve a licenciatura em engenharia civil.
É ademissível que este cavalheiro fale em rigor e credibilidade?
Que credibilidade pode ter este cavalheiro ou um governo por si presidido?
Não contente só com isto ainda se permitiu na deslocação a Caracas fumar no avião. Tendo plena consciência da gravidade da situação armou em ingénuo fazendo crer que não sabiar que era proibído fumar nos aviões?
Que inocência?
Este é o rigor e a credibilidade conquistada por este cavalheiro.

Terceira nota.
As medidas de política anunciadas mais não foram do que a apresentação de contas.
Limitou-se a anunciar mais uma série de despesas a suportar pelo erário público.
Comportou-se como um mero tesoureiro.
Portugal não necessita de tesoureiros. Já tivémos um durante 48 anos e todos sabemos o que isso representou.
Já chega.
BASTA.
BASTA.
BASTA.

domingo, 6 de julho de 2008

ESTA É A REALIDADE

Para aqueles que pensavam ter já visto tudo o que era possível no que ao estado da Justiça em Portugal, desenganem-se.
O que se passou na reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol na passada sexta-feira é tão só mais um episódio, bem elucidativo, do estado da Justiça em Portugal.
Ao que se sabe o Conselho de Disciplina da FPF é constituído por Juízes. Só a sua constituição justificaria que fosse um Órgão de referência.
Mas, infelizmente, os seus membros resolveram brindar-nos com mais um espectáculo degradante.
Este caso demonstra que algo de muito profunda transformação tem que ser feito e muito rapidamente de forma a possibilitar a recuperação da confiança dos cidadãos na Justiça Portuguesa.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A REJEIÇÃO DO TRATADO DE LISBOA NÃO É DEMOCRÁTICO?

A rejeição do Tratado de Lisboa pelos Irlandeses tem que ser considerado válido já que o não, maioritário, quer dizer que, com toda a legitimidade, houve a expressão livre da vontade popular.
O que está a ser admirável é a posição daqueles que administram e gerem o "sistema" e/ou que nele se governam à custa do Orçamento que todos nós suportamos, quererem fazer crer que os Irlandeses são os maus da fita que são contra a Europa e que são os Irlandeses que têm que arcar com tudo o que de mau acontecer na Europa.
Ora o que aconteceu na Irlanda era uma de duas possibilidades, o Tratado de Lisboa ou era ratificado pelos Irlandese ou não era.
Não se compreende a postura da maioria dos políticos e dos beneficiários do "sistema".
Se o não era uma de duas possiblidades.
Se foi uma manifestação da vontade popular.
Se essa vontade popular foi expressa livre e democraticamente.
Só resta à queles que se auto-proclamam de democratas, aceitarem o resultado do referndo realizado na Irlanda.
Ou o não do Irlandeses não tem o mesmo valor do não dos Franceses e dos Holandeses quando estes povos releitaram o Tratado Constitucional?
O que os políticos e os gestores do "sistema" têm que fazer entre outras coisas e talvez até mais importantes e urgentes, épensarem em políticas que promovam mais desenvolvimento e mais bem estar para os cidadãos europeus.
Mas com o que se preocupam os políticos e os gestores do "sistema"? Exactamente com uma nova orgânica que lhes permita ainda aprofundar o seu controlo desse mesmo "sistema" e dele continuarem a tirar, principalmente, benefícios para si e para os seus.
É isto que, verdadeiramente, está em causa.
Aqueles que se instalaram no poder, seja ele no governo ou nas chamadas organizações representativas só lhes interessa manterem o "sistema" e sempre que possível promoverem algumas modificações organizacionais que lhes permitam aperfeiçoar os seus mecanismos de controlo desse mesmo "sistema".
Repare-se que os administradores e gestores do "sistema" preocupam-se quase, exclusivamente, com o controlo do mesmo. é aqui que se insere a sua grande preocupação com a rejeição do Tratado de Lisboa.
~Mas se há, verdadeiramente, democracia, há que respeitar a vontade dos Irlandeses, já que resulta da prática de um acto democrático, e enterrar, definitivamente, o chamado Tratado de Lisboa.

Um à parte.
Quanto custou aos contribuintes europeus todo o folclore que juntava, para grandes festanças os administradores e gestores do "sistema", um pouco por toda a Europa?
Quanto custou só a chamada cerimónia da assinatura do Tratado em Lisboa?
Quanto custaram as canetas de prata que foram oferecidas aos participantes?
Qual o contributo que todo esse dinheiro gasto sem a mínima utilidade poderia dar para baixar a taxa de pobreza na Europa se fosse utilizado para actividades reprodutivas e úteis?
Não será tempo desta máquina destruidora de recursos públicos ser, definitivamente, afastada?
Este talvez tenha que ser o início da reforma dos estados democráticos.
Porque a continuarmos neste caminho estamos muitíssimo perto do estado autocrático onde o chamado povo só é utilizado para legitimar as decisões dos chefes.

domingo, 15 de junho de 2008

É O SISTEMA ESTÚPIDO

è cada vez maior a distância entre a generalidade dos cidadãos e aqueles que são eleitos neste regime de democracia representativa. Mas cada vez menos representativa dos cidadãos e cada vez mais representativa tão só daqueles que detendo o poder tudo fazem para nele permanecer.
Um grupo cada vez mais restrito administra e gere um sistema que lhes permite perpectuarem-se no poder, vivendo à custa do orçamento. Ou seja, governam-se à custa dos impostos cobrados a todos os cidadãos. E como são insaciáveis e têm cada vez mais sede os orçamentos dos estados não param de crescer.
Mas o que dizem esses gestores do sistema? Que é perciso diminuir o poder e a intervenção do Estado na vida dos cidadãos.
Cada vez mais os cidadãos servem tão só para legitimarem o poder que eles detém, que gerem a seu belo prazer e que dele exraem os maiores benefícios possíveis no menor espaço de tempo possível porque se acaso ...
Esses gestores do sistema tudo fazem para que aquilo que pretendem seja aceite e quando necessário legitimado por aquilo a que eles chama Povo.
O caso da rejeição do Tratado de Lisboa pela maioria dos cidadãos Irlandeses é o último paradigma da tentativa de imposição de uma organização europeia que lhes permita a eles continuarem a gerirem o sistema e dele extarirem ainda maiores benefícios para si e para os seus.
O que os gestores do sistema estão agora a tentar?
Inverter o voto dos Irlandeses como jáo o fizeram noutras ocasiões em nítido desrespeito pela vontade do Povo que segundo eles decide bem quandop os elege mas decide mal quando não lhes apara as jogadas.
Esses cavalheiros e todos os que se governam à custa do sistema estão numa campanha para tentar isolar a Irlanda para que os seus cidadãos invertam o voto.
Mas esses cavalheiros não sabiam que a possibilidade de uma rejeição era real?
Quando ´há votos num referendo ou se vota a favor ou se vota contra.
Os Irlandeses, livremente, votaram contra o Tratado de Lisboa.
Esses cavalheiros que se dizem democratas porque é que não aceitam o resultado do referendo?
Porque querem impor um Tratado que os Irlandeses recusaram e se esses gestrores do sistema cumprissem as suas promessas certamente o Tratado de Lisboa seria recusado por muitíssimos mais cidadãos europeus.
Isto é o exemplo acabado do estado em esses gestores do sitema colocaram as democracias representativas.
Esses cavalheiros recusam aceitar o voto, livremente, expresso pelos cidadãos quando é contrário aos seus interesses.
Os políticos e todos quantos apoiam o actual sistema recusam aceitar a vontade popular quando, livremente, expressa e é contrária aos seus interesses.
Isto não é democrático. Não prestigia a democracia.
Será que esses gestores do sistema sabem qual é a diferença entre democracia e autocracia dirigida?
O que esses gestores parecem pretender é continuarem a gerir uma democracia dirigida para manutenção dos seus interesses particulares.
O Estado democrático está em perigo.
É fundamental a intervenção cada vez maior dos cidadãos na defesa dos interesses do colectivo que pouco ou nada tyêm a ver com interesses dos gestores do sistema.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

COERÊNCIA EXISTE ?

Estamos a assistir a coisas que não lembram ao diabo mais estapafurdio mas lembram aos governantes deste e de outros países do chamado mundo desenvolvido.
Todods os dias ouvimos os governantes desses países reclamar estabilidade política, estabilidade das organizações financeiras, entre outras estabilidades.
Os governantes reclamam portanto estabilidade para os respectivos países e sobretudo para si e para os seus se poderem manter no poder.

Mas se repararmos são os mesmo governantes que tentam impigir a imprescidibilidade de flexibilizar as leis laborais.
E o que quer dizer a flexibilização das leis laborais ? Quer dizer que a estabilidade de emprego vai deixar de existir.
Então o que está a acontecer é um proteccionismo ao capital, à acumulação de capital por um número cada vez mais reduzido de pessoas e um aumento progressivo e continuado dos níveis e dos n´meros da pobreza.

A concentração da riqueza é cada vez maior num número de pessoas cada vez menor.
Mas em contrapatida a pobreza não para de crescer e o número de pobresnão para de aumentar.

O que os governantes parece quererem é proteger o capital e os seus detentores pois são estes que lhes pagam as campanhas eleitorais e são estes que garantem chorudos rendimentos quando decidirem terminar as suas carreiras políticas.

Cada país tem o seu sistema de gestão de poderes que confere a quem detém o capital uma capacidade de influenciar e até mesmo de decidir políticas públicas que está nas mãos de alguns (poucos) que dominam os partidos políticos do arco do poder.

O progresso e desenvolvimento dos países assenta essencialmente na criação de riqueza e esta só é criada pelo trabalho.
E porque assim é torna-se essencial que os trabalhadores usem a capacidade monstruosa de que dispõem.
A sua força é essencial e fundamental.
Só quem trabalha e vive da sua força de trabalho pode alterar os sistemAS QUE SE INSTALARAM EM CADA PAÍS.
Será uma missão quase impossível, mas absolutamente imprescindível para que alguns não se apropriem, indevidamente, da riqueza criada por terceiros.

terça-feira, 29 de abril de 2008

origem da crise alimentar

Alguém disse recentemente que é impossível prever as crises. Vinha isto a propósito da actual crise alimentar mundial.
Tal afirmação pode ter sido produzida com a melhor das intenções mas só serve para proteger aqueles que quiseram assumir responsabilidades governativas jamais dispondo do mínimo de bom senso.
A situação actual no mundo era há muito previsível.
Era previsível desde o momento que os políticos incautos e/ou incompetentes decretaram o fim das reservas estratégicas.
Ora, não é preciso ser muito esperto ou muito intelegente para prever que à mais pequena dificuldade poderia daí advir uma crise de repercursões mundiais.
E ela aí está.
E áos políticos que criaram todas as condições que para tal acontecesse não se lhes pedem responsabilidades?
E está para durar.
Tenhamos presente que os ciclos culturais tê uma duração anual.
Na melhor das hipóteses só daqui por um ano é que a situação poderá melhorar.
Mas em Portugal com o desmatelamente destes estratégico sector económico e com a falta de visão política que se atravessa, a negação do apoio ao investimento na agricultura produtora de bens essenciais a crise vai ficar instalada, infelizmente, por muito e bom tempo.
São precisas novas políticas agrícolas.
E para novas políticas são necessários novos políticcos.

PORQUE FAZER É DIFÍCIL.
PORTUGAL NECESSITA DE QUEM QUEIRA TRABALHAR.
PARA QUE O NOSSO PAÍS DEPENDA CADA VEZ MENOS DO EXTERIOR.
PARA QUE PORTUGAL SE POSSA AFIRMAR NO QUADRO DAS NAÇÕES COM A MAIOR AUTONOMIA POSSÍVEL
E ASSIM PASSAR A SER UM PAÍS RESPEITADO E RESPEITÁVEL.

segunda-feira, 10 de março de 2008

GOVERNAR É DESAGRADAR?

Infelizmente ainda há quem pense que este antigo lema está actual.
Governar é cada vez mais fazer.
Fazer coisas que promovam bem estar, qualidade de vida e melhoria do nível de vida dos cidadãos.
E por isso mesmo governar é cada vez mais agradar. Até porque residindo a soberania nos cidadãos e sendo estes que decidem quando são chamados a votar, ninguém com o mínimo de bom senso poderá pensar em continuara a servir o País desagradando
Mas o que é de facto difícil é fazer.
O que é fácil é utilizar a comunicação para transmitir a ideia que se está a fazer.
Como um dia alguém disse:
- é possível enganar todos um vez;
- é possível enganar alguns durante muito tempo; mas,
- é impossível enganar toda a gente o tempo todo.
Portugal é um bom exemplo disto tudo.
Há um grupo cada vez mais restrito de pessoas com poder que tentam passar a mensagem que estão a fazer.
Na realidade estamos há 3 anos anos à espera das anunciadas reformas.
Mas ao que assistimos.
Ao sucessivo anúncio de medidas que são apresentadas como reformas.
Já chega.
Há 3 anos que não há reformas.
Porque fazer é difícil e anunciar é fácil.
Basta de anúncios. É necessário começar a trabalhar para que os Portugueses possam ver e sentir melhorias na sua vida.