A rejeição do Tratado de Lisboa pelos Irlandeses tem que ser considerado válido já que o não, maioritário, quer dizer que, com toda a legitimidade, houve a expressão livre da vontade popular.
O que está a ser admirável é a posição daqueles que administram e gerem o "sistema" e/ou que nele se governam à custa do Orçamento que todos nós suportamos, quererem fazer crer que os Irlandeses são os maus da fita que são contra a Europa e que são os Irlandeses que têm que arcar com tudo o que de mau acontecer na Europa.
Ora o que aconteceu na Irlanda era uma de duas possibilidades, o Tratado de Lisboa ou era ratificado pelos Irlandese ou não era.
Não se compreende a postura da maioria dos políticos e dos beneficiários do "sistema".
Se o não era uma de duas possiblidades.
Se foi uma manifestação da vontade popular.
Se essa vontade popular foi expressa livre e democraticamente.
Só resta à queles que se auto-proclamam de democratas, aceitarem o resultado do referndo realizado na Irlanda.
Ou o não do Irlandeses não tem o mesmo valor do não dos Franceses e dos Holandeses quando estes povos releitaram o Tratado Constitucional?
O que os políticos e os gestores do "sistema" têm que fazer entre outras coisas e talvez até mais importantes e urgentes, épensarem em políticas que promovam mais desenvolvimento e mais bem estar para os cidadãos europeus.
Mas com o que se preocupam os políticos e os gestores do "sistema"? Exactamente com uma nova orgânica que lhes permita ainda aprofundar o seu controlo desse mesmo "sistema" e dele continuarem a tirar, principalmente, benefícios para si e para os seus.
É isto que, verdadeiramente, está em causa.
Aqueles que se instalaram no poder, seja ele no governo ou nas chamadas organizações representativas só lhes interessa manterem o "sistema" e sempre que possível promoverem algumas modificações organizacionais que lhes permitam aperfeiçoar os seus mecanismos de controlo desse mesmo "sistema".
Repare-se que os administradores e gestores do "sistema" preocupam-se quase, exclusivamente, com o controlo do mesmo. é aqui que se insere a sua grande preocupação com a rejeição do Tratado de Lisboa.
~Mas se há, verdadeiramente, democracia, há que respeitar a vontade dos Irlandeses, já que resulta da prática de um acto democrático, e enterrar, definitivamente, o chamado Tratado de Lisboa.
Um à parte.
Quanto custou aos contribuintes europeus todo o folclore que juntava, para grandes festanças os administradores e gestores do "sistema", um pouco por toda a Europa?
Quanto custou só a chamada cerimónia da assinatura do Tratado em Lisboa?
Quanto custaram as canetas de prata que foram oferecidas aos participantes?
Qual o contributo que todo esse dinheiro gasto sem a mínima utilidade poderia dar para baixar a taxa de pobreza na Europa se fosse utilizado para actividades reprodutivas e úteis?
Não será tempo desta máquina destruidora de recursos públicos ser, definitivamente, afastada?
Este talvez tenha que ser o início da reforma dos estados democráticos.
Porque a continuarmos neste caminho estamos muitíssimo perto do estado autocrático onde o chamado povo só é utilizado para legitimar as decisões dos chefes.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)




Sem comentários:
Enviar um comentário