O actual modelo de desenvolvimento em que assentam as chamadas economias ocidentais só poderia caminhar para uma situação como a actual.
O modelo assenta no abastecimento permanente de recursos financeiros para poder continuar a crescer.
A sustentabilidade deste sistema é, exactamente, a mesma que tinha aquele famoso modelo desenvolvido pela D. Branca. Só que este como estava fora do "sistema" foi considerado ilegal e os seus promotores foram presos. Os prejuízos foram pagos por alguns dos lá colocaram as suas economias.
Esta crise do sistema bancário é em tudo semelhante. Só que esta foi gerada pelo "sistema" e assim já é legal. De onde resulta que os prejuízos éstão a ser pagos pelos contribuintes. E os responsáveis pela crise continuam sentados nas suas cadeiras douradas.
Como alguém um dia disse: privatisa-se o lucro e nacionalizam-se os prejuízos.
Toda a gente sabia que o actual modelo de desenvolvimento iria desembocar, necessariamente, numa situação como a actual, da qual ainda não são previsíveis as consequências totais. Era inevitável chegar a esta situação. E esperemos que por aqui se quede. Mas dificilmente tal acontecerá. É que o actual modelo se não continuara a ser abastecido com muito muito dinheiro vai continuar a crise, com tendência para o agravamento.
Este modelo assente na especulação financeira tinha que originar uma situação como a actual. É que os recursos não crescem indefinidamente.
Alguém se terá esquecida que a economia por definição é a gestão de recursos escassos?
É que os recursos são sempre escassos.
Injectar, como está agora a ser feito, biliões e biliões de dólares e euros nop sistema financeiro mais não é do que um mero paliativo.
Comno o sistema não está a ser alimentado para o vrescimento a crise não só se vai manter como até se irá agravar.
Mas há solução(ões). Há que encontrá-las, modificando o actual modelo de desenvolvimento.
Mas que não se pense que é só aumentado o poder das entidades reguladoras e a legislação que tal vai ser conseguido.
Há mas é que investir na criação de riqueza e não na especulação financeira.
Uma das medidas que se deverá impôr é a não permissão de crédito, às vezes até bonificado, para investir nas bolsas.
O investimento está a ser esmagadoramente utilizado para investimento em bolsa - especulação financeira - sabendo-se de antemão que este tipo de investimento só por si não gera riqueza senão para alguns - os detentores do capital.
O investimento terá que ser redireccionado para a criação de riqueza.
Uma última nota. Os Governos dos países chamados ocidentais recusam, sistematicamente, com o argumento da falta de recursos, a inovação de políticas activas de prevenção da exclusaõ e da marginalidade. É raro assitirmos ao anúncio e à práticas de políticas de inclusão com o argumento da falta de recursos.
Mas agora para alimentar um sistema que é só dominado por grandes senhores do dinheiro já apareceu todo o dinheiro necessário e que o sistema exigiu para manter os níveis de concentração de riqueza.
Não estamos a ir no melhor caminho.
Mas como sempre em política o tempo será o melhor conselheiro.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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